Meu Diário
11/06/2010 17h04
MERCADO DEL PUERTO - UM SHOW EM MONTEVIDEO

Dentre as muitas atrações gastronômicas da deliciosa capital do Uruguai, não há como não destacar especial atenção ao fantástico Mercado Del Puerto situado na chamada Ciudad Vieja, um agradável conjunto arquitetônico composto por aprazíveis praças e belos prédios antigos.

O Mercado é um galpão remodelado, construído no século XVIII, hoje com predominância do estilo art-deco, onde o turista, além de um lugar agradável e alegre vai encontrar um conjunto de restaurantes que servem desde a clássica parillada a bons pratos de frutos de mar.

Ao lado da comida, não esquecer de provar um drinque tipico do Uruguai, chamado medio-a-medio. Bom experimentá-lo no barzinho dos seus criadores, a Casa Roldós, mas os demais restaurantes também o servem. É uma saborasa mistura de vinho branco com espumante. mVale a pena provar, sempre gelado, registre-se, mesmo no inverno.

Dentre os muitos restaurantes, destaco o excelente Chacara Del Puerto, bem no centro do mercado. Tem o melhor asador de Montevideo e qualquer das opções do cardápio serão servidas com qualidade muito acima da média. Sugiro provar, como entrada, morrones releños - ou seja pimentoões recheados - com carne, queijo, oregáno e assados na brasa. Inesquecível. para beber, uma Patricia gelada. No mais, relaxe e aproveite a simpatia dos garçons e do comepetente assador.
 

Publicado por alexandre gazineo em 11/06/2010 às 17h04
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Alexandre Gazineo). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
22/02/2010 18h30
UM IDIOTA 'CHAMADO' LOBO SINISTRO

Escrever, para mim, sempre foi, antes de tudo, um prazer. Não escrevo para ninguém, nem para editores, nem para mídia, muito menos jamais me inspirei por propósitos egocêntricos ou superficiais. Escrevo porque necessito. Para viver melhor. Comigo e para mim mesmo.
Digo isto porque nunca pensei que usaria este espaço para tecer algumas considerações por escrito a respeito de alguém que se oculta sob um pseudônimo - ou alcunha, o que me parece expressão mais adequada - de Lobo Sinistro.
Este indivíduo mantém um blog na Internet no qual devota sua aguçada percepção oligofrênica a uma infinidade de temas, como, por exemplo, sua palpitante viagem como mochileiro à Europa, as suas resoluções de Ano Novo (aprender a dançar tango e twist, ler ao menos um livro por ano!!!!) e outros temas de relevante importância e não menos inteligentes.
Para se entender melhor a formatação mental de Lobo Sinistro, a esta altura, certamente, indene de qualquer salvação, veja-se o trecho preconceituoso, elitista e insensível que este luminar da estupidez teve a audácia de divulgar em um país como o Brasil:
Defendi a tese em agosto, peguei o diploma nessa semana. Quantas pessoas neste Brasil varonil tem um diploma de mestre com 25 anos, hein? Se eu tô desempregado? Foda-se, isso é circunstancial..
Em certo momento da sua sinistra enciclopédia digital dos horrores, Lobo Sinistro dirige-se a mim, inclusive utilizando minha imagem em fotografia através de um link, em um texto que assim se lê in verbis (ei, Lobo Sinistro, como você disse que não lê nem um livro por ano, in verbis é uma expressão latina que significa literalmente):
há mais de dez anos me dizem que vou ficar careca e eu continuo discordando, porque se fosse as entradas teriam começado há mais tempo (talvez com uns 22 anos) Mas mesmo se tivesse começado antes: e daí? Raspo a cabeça, oras!Antes ser um careca assumido do que um Alexandre Gazineo da vida.
Este senhor não me conhece e, é certo, jamais me conhecerá. Nunca me fiz acompanhar por pessoas da sua estirpe. Prezo muito meus ouvidos e sou apreciador de gente sensível e inteligente. No entanto, basta ler, ainda que perfunctoriamente o seu blog, para descobrir que o adjetivo escolhido como integrante do seu 'apelido' ou 'alcunha' acabou por dominar as suas idéias. Seu patético blog é de fato sinistro por demais para qualquer um suportar.
Queria apenas esclarecer a este indivíduo que sua menção ao meu nome e o uso depreciatório da minha imagem, eu, que jamais o agredi de nenhum modo - até porque não gasto minha energia com animais, quer sejam Lobos, Cães ou Abutres - configura-se em conduta reputada como ilegal pela Constituição Federal (sabe o que é ou precisa explicar?) em seu art. 5º, inciso V e X e também pelo Código Civil (este é mais difícil, Sinistro, pesquisa no Google) em seus artigos 17 e 20.
Oculto por detrás de um apelido, este indivíduo covarde e asqueroso sequer se revela, com a mínima integridade moral, para que possa responder pela torpeza dos seus atos. Restou-me a resposta aqui dada e o alerta de que buscarei recompor o dano a mim infligido por esse desprezível espécime que rasteja nas lixeiras da Internet sob o pálio do mais vil anonimato.
Antes ser Alexandre Gazineo do que um nojento Lobo Sinistro.

 
  

Publicado por alexandre gazineo em 22/02/2010 às 18h30
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28/01/2010 10h13
ADEUS PERNELL ROBERTS
Os nostálgicos que gostam de navegar pela Internet em busca das boas e reconfortantes memórias da infância, sabem que existe um número imenso de sites destinados à resgatar os bons momentos do cinema e da TV de antigamente, com destaque para as séries e desenhos animados dos anos 60 e 70.
Uma das produções mais representativas da TV nos anos 60 - e considerada uma das séries mais famosas de todos os tempos - foi 'BONANZA', seriado de faroeste que narra as aventuras da família Cartwright, ricos fazendeiros donos da fazenda 'Ponderosa' às voltas com bandidos, ladrões de gado, pistoleiros e muitos mais.
'BONANZA' é um exemplo de longevidade na telinha. A série iniciou-se em 1959 e durou até 1973. Foram 14 temporadas de sucesso, nas quais o pai Ben Cartwright (vivido pelo veterano Lorne Greene) e seus filhos Hoss (Dan Blocker), Little Joe (Michael Landon) e Adam (Pernell Roberts) mandavam ver no Velho Oeste.
Lamentavelmente, Pernell Roberts, que deu vida a Adam Cartwright, o mais elegante e sedutor dos filhos do velho Ben - e também bom com as armas - faleceu vítima de cancêr em 24 de janeiro de 2010, em sua residência em Malibu, Califórnia.
Pernell Roberts era o último ator ainda vivo de Bonanza. Com sua morte , finda a mítica família Cartwright que tanta alegria trouxe aos telespectores de todo o mundo.
Pernell Roberts nasceu em 18 de maio de 1928 na cidade de Waycross, Estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Sua carreira iniciou-se no começo dos anos 50 quando atuou em peças de teatro produzidas em Washigton D.C. pelo Arena Stage Company.  Nesta fase,Roberts participou de espetáculos como A Importância de Ser Honesto ( The Importance of Being Earnest) de Oscar Wilde e de O Zoológico de Vidro (The Glass Menagerie) de Tennessee Williams.
Em 1955 ele estreou na Broadway com a peça Esta Noite em Samarkand (Tonight in Samarkand). Roberts permaneceu na Broadway até 1957, somente retornando em 1972 quando atuou ao lado de Ingrid Bergman em A Conversão do Capitão Brassbound( Captain Brassbound's Conversion) de George Bernard Shaw, vivendo o papel título.
Roberts estreou na TV em 1958 em um episódio do seriado Whirlybirds. No mesmo ano, atuou em The Sheepman um faroeste dirigido por George Sherman e estrelado por Glenn Ford e em 1959 atuou sob a batuta do celébre diretor Budd Boetticher em Ride Lonesome, onde foi coadjuvante de Randolph Scott.
Roberts atuou em BONANZA, seu trabalho mais famoso, de 1959, ano de estréia da série, até 1965, quando, segundo consta, descontente com os roteiros e a direção da série, ele deixou o seriado. Sua saída causou decepção entre os fãs, mas a série continuou, tendo sido encontrada uma 'desculpa' para o desaparecimento de Adam: ele teria se mudado para a Australia!
Segundo algumas fontes, não foi apenas por questões técnicas que Roberts teria deixado a série. Ele sempre foi um ativista atuante no campo dos direitos civis, matéria em alta discussão nos USA nos anos 60, ao lado de artistas como Joan Baez e Harry Belafonte. Roberts considerava 'BONANZA' um seriado racista e reacionário, o que o levou a abandoná-lo.
Qualquer que tenha sido a razão da sua saída voluntária do seriado, a carreira de Roberts não mais atingiu o ápice como nos tempos de 'BONANZA'. Ele passou o resto dos anos 60 e 70 fazendo aparições especiais em séries de TV, como Big Valley (também um faroeste!), Havaí 5-0 e Missão Impossível. 
Somente em 1979, Roberts volta a estrelar uma série. Foi Trapper John, M.D., no qual ele vive o papel título, o de um médico cirurgião chefe do San Francisco Memorial Hospital. A série fez relativo sucesso e teve 7 temporadas, findando em 1986.
Desade então, Roberts atuou em pequenos papéis em produções para a TV, aposentando-se definitivamente em 1990, quando fez seu último filme sob o título Donor.
Sua morte fecha ainda mais a cortina sobre os atores que marcaram a infância dos hoje já quase cinquentões.
Que Roberts cavalgue feliz pelos infindáveis campos da bela Fazenda Ponderosa!  
 

Publicado por alexandre gazineo em 28/01/2010 às 10h13
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16/11/2009 09h40
O LADRÃO NO ARMÁRIO

O livro 'O Ladrão no Armário' do escritor norte-americano Lawrence Block, um dos mais destacados representes da chamada 'literatura noir' atual, apresenta, logo de saída, um tratamento um tanto quanto avesso aos cânones do gênero, na medida em que seu herói - ou melhor seria dizer 'anti-herói'? - não é um policial durão ou um detetive particular que, embora dê socos e pontapés fora de órbita, transitam na esfera da lei. Não. Aqui o seu protagonista - que teve aventuras continuadas em outros títulos de Block - é um ladrão chamado Bernie Rhodenbar, o terror das residências e dos bairros chiques de New York.
Escrito no início dos anos 70, o livro mostra a clara influência sofrida por Block, no estilo narrativo, descrição de ambientes e caracterização dos personagens, do notável Raymond Chandler. Até aí tudo bem, porque é difícil não encontrar, neste gênero, quem, aqui e ali, não reviva, direta ou de modo mais discreto, a influência deixada por um dos criadores do gênero 'noir'. Block parece não se preocupar com isto, no que faz bem, já que a saudável influência não prejudica em nada o seu livro.
Em 'O Ladrão no Armário', Bernie entra em um apartamento para roubar as jóias de uma mulher recém separada e, surpreendido pela chegada inesperada da vítima, tranca-se em um armário, esperando uma chance para escapar. Neste ínterim, a mulher é assassinada por um misterioso visitante e Bernie se vê envolvido em um redemoinho de suspeitas, perseguições e mortes.
Conquanto inventiva a premissa da estória - que chegou mesmo a ser 'plagiada' no livro 'Absolute Power', de David Baldacci, que virou filme dirigido por Clint Eastwood em 1997 - o livro tem um defeito que me parece evidente demais para relevar. Este defeito é, justamente, o modo como Bernie decide começar sua investigação em busca do criminoso. Convenhamos que sair bebendo a esmo pelos bares de New York sem um objetivo definido, não parece a melhor estratégia para se perseguir um assassino. Encontrá-lo através deste meio - como consegue Bernie - aumenta ainda mais a sensação de inverosimilhança.
Mas o livro flui com habilidade e a solução do caso - apesar da observação acima - resulta satisfatória. Uma leitura que pode ser uma boa introdução para aqueles que nunca leram Block, um autor que influenciou muito a geração 'noir' a partir dos anos oitenta com obras como 'O Pecado dos Nossos Pais' e 'Uma Longa Fila de Homens Mortos'.

Cotação: * * * 

Publicado por alexandre gazineo em 16/11/2009 às 09h40
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02/10/2009 13h23
BECO DO CRIME NA BIENAL DO RIO - 2009

Por volta do ano de 2007, apareceu na Internet um cara chamado Andre (assim mesmo, sem acento!) Esteves com uma idéia na cabeça e uma disposição imensa de mostrar que é possível produzir-se literatura de entretenimento no Brasil com qualidade literária. Ele estava e continua certo. Afinal, não é são apenas os EUA , Inglaterra e França que podem ter o privilégio de contar com autores como Raymond Chandler, Agatha Christie, P. D. James e Georges Simenon.

Nasceu o site Beco do Crime e aos poucos, com colaboração de autores de todo o país, a sementinha cresceu e resultou em um dia de muita alegria e felicidade para todos os que acreditaram no projeto. O lançamento no dia 19/09/2009 do livro 'ANTOLOGIA BECO DO CRIME' em plena Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

O livro reúne contos selecionados dos melhores autores do 'site' (amigavelmente apelidados de Bequistas) e retratam o que há de mais criativo e sério feito no Brasil com relação à literatura policial e de suspense.

O livro - cuja capa ilusta este registro - já se encontra a venda no atual 'site' do Beco do Crime - www.esquinadoescritor.com.br - e também na Livraria Cultura - www.livrariacultura.com.br

Para aqueles que visitam meu blog e gostam do meu trabalho, quero dizer que também estou lá - e com muita honra - nesta Antologia com o conto 'Até Logo, Até Breve' mais uma aventura do Inspetor Gomes.

Contamos com a sua força.
 


Publicado por alexandre gazineo em 02/10/2009 às 13h23
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